segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

III INTERVENÇÃO

Começamos mais uma intervenção como de costume: planejando. Neste momento do planejamento decidimos dentre três temas, e acabamos por escolher trabalhar com a história da cidade, tendo em vista que na semana seguinte á intervenção era o aniversário da cidade. Faz-se necessário dizer da importância do planejamento, isto porque o sucesso e a qualidade de nossas ações dependem de um planejamento prévio. Um planejamento é de extrema importância para a organização do trabalho dos professores e a sua segurança na ministração das aulas. De acordo com Luckesi (1992) o planejamento é um conjunto de ações que são preparadas, projetando um determinado objetivo. Em outras palavras, é um conjunto de ações coordenadas, visando atingir os resultados previstos de forma mais eficiente e econômica. É um instrumento de auxílio para o professor que objetiva uma melhor dinâmica de aula para a turma e para que o docente não fique perdido.
Assim, após o termino do planejamento, chegou a hora de “pôr as mãos na massa”. E confesso que me senti muito feliz ao final de mais uma intervenção porque tenho notado a cada dia mais o avanço dos alfabetizandos. Percebo que a educação transforma sim! E que crianças que antes não reconheciam palavras hoje formam frases, alunos que antes mal liam, hoje já lêem com mais clareza e segurança, eles até competem e pedem para ler. Ou quando está na hora da analise linguística, eles disputam para virem ao quadro e formar novas palavras.
A respeito dos dilemas encontrados, tive um pouco de dificuldades pois nesta intervenção os alunos estavam muito agitados e isto implica no andamento da aula e entra na questão da gestão da classe. Segundo Gauthier (1998) “a gestão de classe consiste num conjunto de regras e disposições necessárias para criar e manter um ambiente ordenado favorável tanto ao ensino quanto à aprendizagem.” É importante deixar as regras bem claras para a turma, isso serve também para continuar mantendo a ordem e não perder o controle na frente deles. Ainda com base em Gauthier (1998) “[...] a organização e a manutenção da ordem no intuito de facilitar as aprendizagens”. E nesse sentido a pró Josiene tem nos ajudado bastante, nos auxiliando a deixar claro as regras para os educandos.
Outro ponto que não posso deixar de falar aqui é a respeito do método sociolinguístico que na minha prática tem se mostrado muito eficaz, mostrando a diferença que ele faz. Digo isto porque tenho notado que os alunos têm problematizado os assuntos que levamos e muitas vezes me surpreendo com algumas questões levantadas por eles. E nesta perspectiva, saliento a importância de o professor planejar e ter conhecimento do que ele vai falar, pois se o docente não se prepara, não pesquisa, ele pode se deparar com questões as quais não saberá responder se não estiver preparado.
Finalizo este relato, ressaltando que refletir a prática é o caminho para se superar ações mecânicas em sala de aula, sobre isso Pimenta e Lima (2004) defendem que a formação do docente deve estar enraizada na construção do conhecimento, valorizando essa construção por meio da reflexão, análise e problematização de cada momento vivenciado durante a formação e no atuar da profissão. No final de cada intervenção realizada, ao sentarmos para escrever, nos damos conta de que estamos construindo, desconstruindo e construindo de novo vários pré-conceitos, elaborando vários aprendizados e, consequentemente refletindo a nossa prática. Neste sentido, termino esta reflexão citando Nóvoa (1992) quando ele afirma que “a formação não se constrói por acumulação (de cursos, de conhecimento ou técnicas), mas sim através de um trabalho de reflexividade crítica sobre as práticas de (re) construção permanente de uma identidade pessoal.”
 

sábado, 1 de outubro de 2016

                 É NO CHÃO DA ESCOLA QUE SE APRENDE A SER PROFESSOR                     


Nesta segunda intervenção planejamos a partir da temática aquarela, trabalhamos a partir da música de Vinicius de Moraes e Toquinho. Os educandos ficaram bem animados e a participação deles ajudou bastante no desenvolver das atividades. A respeito do planejamento Luckesi afirma que “o ato de planejar é um ato decisório, político, científico e tecnológico. (...) toda e qualquer ação depende de uma decisão filosófico-política. Essa decisão dá a direção para onde vai se conduzir a ação. (1994, p.29).” Ou seja, os planos dão um norte para o professor para que ele não se perca durante o desenvolvimento de suas atividades.
 No que diz respeito ao desenvolvimento dos alunos, percebi que a grande maioria já estão bem avançados, apenas alguns ainda tem dificuldades na formação de frases. Neste sentido, foi devido a nossa percepção nos avanços que nesta intervenção, em comum acordo com a pró Josiene passamos a aplicar uma única atividade para todos. Vale ressaltar que esse avanço não se dá somente pelo nosso trabalho, mas principalmente por conta do esforço e também pelo trabalho da professora regente, pois a mesma dá continuidade as atividades com o método sociolinguístico.  Pensando nas dificuldades apresentadas por alguns alunos em formar frases faz-se necessário trabalhar mais com esta questão.
 Não posso deixar de falar também a respeito dos dilemas, pois estes são parte de extrema importância na formação do professor, isto porquê, de acordo com ZABALZA (2003, p. 66) os dilemas são um instrumento magnífico para identificar quais questões são dilemas para cada professor e como ele vai enfrentá-los. Nesta perspectiva, os dilemas são conflitos que encontramos no cotidiano da sala de aula, estes funcionam como instrumentos para a melhoria da prática docente. Ainda segundo Zabalza (2003) os dilemas sempre irão surgir nas salas de aula e o professor mais do que nunca deve sentir-se preparado para fazer escolhas. Um dos dilemas que foi bem marcante nesta intervenção foi a questão do horário, pois os educandos estavam sendo liberados mais cedo por conta da falta de funcionários na escola, isto acabou comprometendo as atividades que seriam realizadas, então tivemos que rever o planejamento e escolher quais atividades seriam aplicadas e quais ficariam “de lado”. Isso é preocupante porque implica na aprendizagem  das crianças por conta da carga horaria reduzida.
 Ao final de mais uma intervenção corroboro com o pensamento de Celso Vasconcelos quando este afirma que: " Se quisermos de fato avançar na formação docente precisamos pôr os pés no chão e reconhecer a complexidade da educação" isso implica na importância de se planejar, para irmos para a sala de aula seguros das nossas intervenções, do nosso papel como docentes. E não poderia deixar de falar também destas reflexões que faço depois de cada intervenção, pois neste momento tomo nota de da relevância da "ação-reflexão-ação", ser um professor pesquisador/reflexivo, investigar no seu local de trabalho, rever e refletir sobre sua própria ação, para assim transformá-la.        Os avanços que depois de cada intervenção noto para minha formação são ímpares, me sinto mais segura, não sinto mais o frio na barriga, nem o medo de não conseguir ensinar aos alunos. 
              

domingo, 28 de agosto de 2016

Recomeçando...

Depois de um longo período de “angústias”: PIBID, fica, não fica... chegou a hora de voltar as atividades no “chão da escola” e antes que começássemos a nos articular e a programar a primeira intervenção de 2016, a professora Ivana achou por bem mudar os grupos, fazendo uma nova formação em cada equipe, de maneira que passássemos a interagir e a nos articular mais com outros bolsistas do grupo.
Bom, para começarmos as nossas intervenções de 2016  foi proposto que iniciássemos com uma oficina. Daí nos reunimos cada qual com o seu novo grupo para que fosse escolhido o tema e a estratégia com os quais iríamos utilizar.  Então decidimos que trabalharíamos com a leitura e a releitura das obras de Romero Brito. Essa ideia partiu de uma inquietação que nos foi posta em outro momento, na aplicação da oficina “Descobrindo a arte nas asas da leitura” que tinha como estratégia também as obras deste artista.
Decidido este ponto, reelaboramos o projeto e então partimos para o planejamento, parte de suma importância para se executar uma determinada atividade pois este nos dá uma maior garantia de se obter bons resultados e sobretudo, com qualidade. A esse respeito Luckesi afirma que “o ato de planejar é um ato decisório, político, científico e tecnológico. (...) toda e qualquer ação depende de uma decisão filosófico-política. Essa decisão dá a direção para onde vai se conduzir a ação. (1994, p.29).” Ou seja, os planos dão um norte para o professor para que ele não se perca durante o desenvolvimento de suas atividades, porém, é importante destacar que o planejamento não pode ser reduzido a algo estático e que o docente deve estar ciente de que por ser um ambiente complexo, há na sala de aula a existência de possíveis imprevistos e o professor tem que ter um “plano B” e agir de forma rápida para não atrapalhar o andamento da aula.
 Ainda sobre planejar e segundo Vasconcellos (2000), o planejamento deve ser compreendido como um instrumento capaz de intervir em uma situação real para transformá-la.  Posso dizer que nesses momentos de planejamento tenho aprendido muito e adquirido muitos saberes.
 Após finalizado o planejamento e as atividades, partimos para o “chão da escola”, momento onde podemos de fato atrelar a teoria à prática, refletindo e transformando nossas ações. Dando conta do que deu certo, do que não deu, onde mudar e o que não mudar.
Bom, iniciamos a aula com a atividade de rotina: oração, chamada e leitura do alfabeto. Em seguida, apresentamos a biografia de Romero Britto e realizamos os alguns questionamentos, parte muito significativa, pois é o momento onde dá voz e vez ao educando, trazendo os seus conhecimentos prévios, pois a partir destes o professor poderá conhecer um pouco mais do capital cultural de seu alfabetizando para assim intervir de maneira significativa. Seguimos a aula com a apresentação de algumas obras de Romero Britto, dando ênfase a obra do coração a partir da qual foi tirada a palavra geradora. Depois assistimos a um vídeo, falando a respeito do órgão coração, para que eles adquirissem um maior conhecimento partindo desta palavra. Logo depois fizemos análise linguística, fazendo o reconhecimento da palavra geradora CORAÇÃO escrevendo-a no quadro, apresentamos as sílabas que compõem a palavra, separando as sílabas da palavra geradora, apresentando a família silábica e formando novas palavras. Finalizamos com a aplicação das atividades xerografadas. Como havia sobrado um tempo, tivemos que pensar numa atividade para dar conta do horário, daí trabalhamos dentro da mesma perspectiva das artes de Romero Brito, com a pomba, onde eles desenharam sua mão num papel oficio e em seguida coloriram de acordo as obras do artista trabalhado.
Neste sentido, podemos ver como é importante que o professor tenha consciência de que que o planejamento é flexível e não algo estático isso porquê mediante as situações-problemas que aparecem em sala de aula o docente terá que agir de forma rápida, readaptando seu plano para que não atrapalhe o andamento da aula, como foi colocado mais acima.
No segundo dia, começamos com a atividade de rotina e em seguida, relembramos um pouco do que foi tratado no dia anterior e a palavra geradora. Depois fizemos a pintura das obras expostas onde eles deveriam fazer a releitura e reproduzir ou fazer a sua própria arte dentro das características das obras do artista. Um dilema presenciado em sala de aula foi quando um dos alunos achou que sua pintura não ficou do jeito que ele queria e então pôs-se a chorar, neste momento confesso que fiquei meio que de “mãos atadas”, sem saber exatamente o que fazer, mas uma das colegas bolsistas juntamente com a pró resolveram a questão.
A respeito dos dilemas podemos dizer que estes são conflitos que encontramos no cotidiano da sala de aula, estes funcionam com instrumentos para a melhoria dessa. Assim, de acordo com Zabalza (2003) os dilemas sempre irão surgir nas salas de aula e o professor mais que nunca deve sentir-se preparado para fazer escolhas. Os dilemas são geralmente opções que devemos escolher e muitas vezes estas opções são adversas, e o papel do educador na escolha do “pólo” considerado correto, é essencial, estando ciente, é claro, dos pontos positivos e negativos que advir da determinada opção escolhida. 
Neste contexto, percebo a cada dia, a cada nova intervenção que a sala de aula é um ambiente complexo e carregado de conflitos que se transformam em desafios para a minha profissão, desafios estes que me fazem crescer enquanto aspirante a pedagoga, ganhando experiência e adquirindo novos saberes, assim, a sala de aula e o âmbito escolar se constitui como espaços de aprendizagem.
A realização dessa oficina foi bastante rica, foi um momento de reencontros, onde adquirimos novos conhecimentos, onde pudemos compartilhar saberes. Confesso que de início senti um pouco de estranhamento, acredito que isso se deu por conta da nova formação do grupo, mas acho bom ter essa nova experiência de se trabalhar com outros colegas que tenham diferentes metodologias. Além do que já foi posto, foi muito bom reencontrar os educandos e perceber que eles ainda se lembram de mim com o mesmo carinho, fiquei feliz em perceber o avanço deles, alguns antes reconheciam somente algumas letras do alfabeto e hoje reconhecendo todas elas. Isso mostra que o nosso trabalho em conjunto com o da pró Josiene tem dado “bons frutos” e, isso me dá forças e ânimo, mesmo diante da atual situação da educação no nosso país para continuar neste caminho.
Em suma, quero destacar também a importância da formação enquanto professor reflexivo, onde o docente vai aos poucos construindo conhecimento, através da reflexão, analise e problematização. No momento em que faço a minha intervenção e me sento para escrever sobre a minha prática, passo a refletir sobre a mesma, pensando nos acertos, nos erros, e assim melhorar a minha ação. Nesse sentido Cabral (2008) corrobora que a partir da reflexão dos desafios colocados pela docência é que se garante a construção de novos saberes, mas em consonância com a teoria, pois esta nos oferece diferentes aspectos para se analisar a nossa prática.
 

terça-feira, 15 de março de 2016



Um caminho a seguir

Quando entrei no PIBID (Programa Institucional de bolsas de Iniciação à docência) estava trilhando um caminho o qual não sabia se era de fato o que iria seguir, para mim ainda era escuro.  E o que tentei representar em minha tela de costura foi justamente isso, a minha trajetória pré e pós PIBID.
A partir do momento que passei a ser bolsista do PIBID as coisas começaram a clarear e após adentrar em sala de aula comecei a me encantar com a docência e percebi e passei a querer prosseguir neste caminho.
No “chão da escola” notei o quão complexo é o espaço escolar, mas nada disso me deixou desanimar, pois a cada dilema vivenciado e superado, percebia também que há muitas flores no meu caminhar enquanto docente. Cada conflito superado desde quando entrei no PIBID me mostra o quanto eu cresci e o quanto tenho superado meus limites, adquiri saberes os quais tenho certeza que durante toda a minha graduação eu não teria adquirido. O caminho da docência é longo, onde os conhecimentos não são finitos, é onde todos os dias eu construo e desconstruo saberes.
A minha trajetória no PIBID é marcada por várias experiências das quais levarei comigo durante toda a minha carreira e vida. O momento mais marcante pra mim foi quando fui para a primeira intervenção, lembro-me de me senti muito nervosa, insegura, com aquele famoso “frio na barriga” e até ansiosa, pois sabia que seria um marco, por que decidiria o meu futuro enquanto estudante de Pedagogia. Mas ao contrário do que eu pensava o contato com a sala de aula despertou em mim um encantamento pela Pedagogia e, sobretudo, passei a querer a pedagogia como parte da minha vida.
Outro momento muito importante para mim são as reuniões realizadas para a socialização das nossas experiências nas intervenções, pois é o momento em que compartilhamos com nossos colegas, as nossas emoções e dilemas, vivenciados em sala de aula. Desta forma, podemos aprender com o outro. É o momento também em que as professoras supervisoras partilham conosco os seus saberes e as suas experiências.
Não posso deixar de falar aqui do momento do planejamento, a esse respeito Luckesi nos diz que “o ato de planejar é um ato decisório, político, científico e tecnológico. (...) toda e qualquer ação depende de uma decisão filosófico-política. Essa decisão dá a direção para onde vai se conduzir a ação. (1994, p.29).” Ou seja, os planos dão um norte para o professor para que ele não se perca durante as aulas, porém, é importante destacar que o planejamento não pode ser reduzido a algo estático e que o docente deve está ciente de que por ser um ambiente complexo, há na sala de aula a existência de possíveis imprevistos e o professor tem que ter um “plano B” e agir de forma rápida para não atrapalhar o andamento da aula. Ainda sobre planejar e segundo Vasconcellos (2000), o planejamento deve ser compreendido como um instrumento capaz de intervir em uma situação real para transformá-la. Como vemos fica reservado ao planejamento a função de direcionar o trabalho de forma que esta aconteça de forma consciente e capaz de organizar e proporcionar mudanças. Assim, posso dizer que estes momentos tem me proporcionado grande aprendizado de como planejar e tem contribuído muito na minha formação, pois as disciplinas que teriam esse papel durante o meu curso deixaram muito a desejar.
É preciso aqui falar também das discussões teóricas, pois os vários autores estudados nos permitiram refletir sobre a prática pedagógica, os saberes necessários à prática educativa, a formação do professor e a importância da pesquisa no exercício docente. Nesse sentido, segundo Pimenta e Lima (2010, p. 49) “O papel da teoria é oferecer aos professores perspectivas de análise para compreender os contextos históricos, sociais, culturais, nos quais se dá sua atividade docente, para neles intervir, transformando-os”.
Neste mesmo sentido, Donald Shon (1992) citado por (Pimenta, Lima; 2004) defendem uma formação docente alicerçada na construção do conhecimento, valorizando assim, essa construção por meio da reflexão, análise e problematização de cada situação específica.  E é justamente o que vem sendo trabalhado no PIBID, e a partir desta citação passo a falar aqui sobre os blog’s, ferramenta utilizada para que possamos escrever todas as nossas experiências, sentimentos, angústias, emoções e conflitos que foram percebidos por nós a cada nova intervenção. Todas as vezes que escrevemos nossas vivências nos blog’s, percebemos a importância de teoria e prática “andarem de mãos dadas” e, sobretudo, passamos a refletir sobre nossa prática pedagógica. Neste contexto, Sacristán aponta que o efeito da reflexividade é a geração da consciência sobre a ação, expressa na forma de representações, lembranças ou esquemas cognitivos e/ou crenças que podem ser comunicados. Por meio da comunicação, é alimentada a memória do material para pensar sobre ações presentes e passadas, bem como para orientar as futuras.  Assim, ao escrevermos nos blog’s passamos a pensar sobre as nossas ações realizadas nas intervenções, esforçando-nos para lembrarmo-nos do que foi realizado, bem como o comportamento dos alunos com relação as atividades propostas e quais foram os seus resultados. Desta maneira e através deste meio de comunicação passamos a pensar sobre as ações para assim perceber o que foi “bom” ou “ruim” e procurar melhorar a nossa prática.
E o meu objetivo a costurar aquela imagem, foi o de representar justamente o meu caminhar antes e durante o PIBID que é só o início da carreira docente e que ainda há muito a ser aprendido. A parte do caminho que está preto é justamente o início, antes do PIBID, e que entrar nele aos poucos as coisas começaram a clarear. Na metade do caminho há alguns bonequinhos que pra mim representam os alunos, a sala de aula, que foi quando me encantei pela docência, me dando inspiração, ânimo e força para seguir nesta carreira. Para a parte final que está no caminho escolhi um tecido estampado com várias flores e linhas; as flores representam as coisas boas, as alegrias que a sala de aula traz, já as linhas representam, os conflitos, as nossas angústias, as quais temos de enfrentar. E por fim, deixei o caminho passando pois o conhecimento não é finito e segundo Freire  "...aprender não é um ato findo. Aprender é um exercício constante de renovação..." e é o que tenho notado na iniciação a docência.




segunda-feira, 21 de dezembro de 2015




 VII INTERVENÇÃO

Nesta intervenção trabalhamos o tema Meio ambiente e preservação, notamos que os alunos já conheciam um pouco a respeito do tema e acredito que isso ajudou a fluir as discussões a respeito deste assunto. Ao longo da minha caminhada enquanto bolsista do PIBID percebo o quanto os alunos avançaram, alunos que antes não reconheciam as letras do alfabeto hoje estão formando frases, isso é muito gratificante e  um incentivo também.  Vale ressaltar, que esse avanço se deu não apenas pelo nosso trabalho de intervenção, mas também pelo esforço, empenho e trabalho que a professora desenvolve com seus alunos. Apesar do crescimento deles ainda há uma minoria que teve algumas dificuldades, em especial um aluno que apenas decorou o alfabeto mostrou bastante dificuldades em juntar as letras. A cada nova intervenção noto que me sinto mais segura. As vivências no PIBID me ajudaram a superar muitos dilemas e dificuldades que eu tinha, assim também como algumas visões. Segundo Freire “como professor não me é possível ajudar o educando a superar sua ignorância se não supero permanentemente a minha". Nesse sentido, percebo a importância de o professor se tornar também um pesquisador, afim de estar sempre buscando conhecimentos e novos saberes que o ajudem a superar os seus dilemas. Neste mesmo contexto e ainda segundo Freire "...aprender não é um ato findo. Aprender é um exercício constante de renovação..." e é o que tenho notado no contato com o “chão da escola” e na iniciação a docência, pois a cada nova etapa, a cada nova intervenção tenho adquirido saberes e conhecimento que hoje percebo a importância que eles têm na vida de um futuro Pedagogo, saberes e conhecimentos que talvez teriam passados desapercebidos por mim se eu não tivesse a oportunidade de está no PIBID.