sábado, 1 de outubro de 2016

                 É NO CHÃO DA ESCOLA QUE SE APRENDE A SER PROFESSOR                     


Nesta segunda intervenção planejamos a partir da temática aquarela, trabalhamos a partir da música de Vinicius de Moraes e Toquinho. Os educandos ficaram bem animados e a participação deles ajudou bastante no desenvolver das atividades. A respeito do planejamento Luckesi afirma que “o ato de planejar é um ato decisório, político, científico e tecnológico. (...) toda e qualquer ação depende de uma decisão filosófico-política. Essa decisão dá a direção para onde vai se conduzir a ação. (1994, p.29).” Ou seja, os planos dão um norte para o professor para que ele não se perca durante o desenvolvimento de suas atividades.
 No que diz respeito ao desenvolvimento dos alunos, percebi que a grande maioria já estão bem avançados, apenas alguns ainda tem dificuldades na formação de frases. Neste sentido, foi devido a nossa percepção nos avanços que nesta intervenção, em comum acordo com a pró Josiene passamos a aplicar uma única atividade para todos. Vale ressaltar que esse avanço não se dá somente pelo nosso trabalho, mas principalmente por conta do esforço e também pelo trabalho da professora regente, pois a mesma dá continuidade as atividades com o método sociolinguístico.  Pensando nas dificuldades apresentadas por alguns alunos em formar frases faz-se necessário trabalhar mais com esta questão.
 Não posso deixar de falar também a respeito dos dilemas, pois estes são parte de extrema importância na formação do professor, isto porquê, de acordo com ZABALZA (2003, p. 66) os dilemas são um instrumento magnífico para identificar quais questões são dilemas para cada professor e como ele vai enfrentá-los. Nesta perspectiva, os dilemas são conflitos que encontramos no cotidiano da sala de aula, estes funcionam como instrumentos para a melhoria da prática docente. Ainda segundo Zabalza (2003) os dilemas sempre irão surgir nas salas de aula e o professor mais do que nunca deve sentir-se preparado para fazer escolhas. Um dos dilemas que foi bem marcante nesta intervenção foi a questão do horário, pois os educandos estavam sendo liberados mais cedo por conta da falta de funcionários na escola, isto acabou comprometendo as atividades que seriam realizadas, então tivemos que rever o planejamento e escolher quais atividades seriam aplicadas e quais ficariam “de lado”. Isso é preocupante porque implica na aprendizagem  das crianças por conta da carga horaria reduzida.
 Ao final de mais uma intervenção corroboro com o pensamento de Celso Vasconcelos quando este afirma que: " Se quisermos de fato avançar na formação docente precisamos pôr os pés no chão e reconhecer a complexidade da educação" isso implica na importância de se planejar, para irmos para a sala de aula seguros das nossas intervenções, do nosso papel como docentes. E não poderia deixar de falar também destas reflexões que faço depois de cada intervenção, pois neste momento tomo nota de da relevância da "ação-reflexão-ação", ser um professor pesquisador/reflexivo, investigar no seu local de trabalho, rever e refletir sobre sua própria ação, para assim transformá-la.        Os avanços que depois de cada intervenção noto para minha formação são ímpares, me sinto mais segura, não sinto mais o frio na barriga, nem o medo de não conseguir ensinar aos alunos. 
              

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