terça-feira, 1 de setembro de 2015


REFLETIR PARA MUDAR

Depois da realização e análise do segundo diagnóstico partimos para a nossa V intervenção, diferente das outras vezes o nosso plano de aula foi feito em grupo, com o objetivo de se fazer uma “ponte” da primeira aula até a última.  Após o planejamento, nos dias 27 e 28 de agosto  fomos mais uma vez para a escola Vilma Brito Sarmento para a realização da nossa V intervenção.
No primeiro dia iniciamos com a atividade de rotina e em seguida questionamos os alunos, momento da CODIFICAÇÃO: Quais são seus brinquedos preferidos?   Vocês ganham muitos brinquedos de presente?   Com quem vocês brincam?  Do que vocês mais brincam? No segundo momento houve a DESCODIFICAÇÃO,  no qual usaríamos um trecho do vídeo do filme de Tory Story. No entanto, por conta de alguns imprevistos tivemos que agir rápido e pensar outra coisa, isso me fez pensar e refletir que apesar de termos planejado, precisamos ter em mente sempre um "plano B" e estarmos preparados para tais acontecimentos que podem ocorrer em sala de aula. A partir do ocorrido, decidimos utilizar o texto "O menino e a pipa" (tendo em vista que ele já vinha sendo trabalhado durante a semana) para prosseguir com o passo da descodificação. Depois  apresentamos a palavra geradora: MALUCA, primeiro como um todo e em seguida, as suas partes: MA-LU-CA, mostrando as famílias silábicas. Em seguida, foi solicitado que alguns alunos do nível silábico fossem até ao quadro para formar palavras com as sílabas da palavra geradora e aplicamos as atividades impressas. Logo depois, fizemos um bingo com a família silábica, onde eles deveriam pensar em palavras que pudessem ser formadas a partir dessas sílabas e escrevessem-nas numa ficha colada no caderno.   Em seguida, dividimos a sala em quatro equipes para a realização de uma atividade com a colagem das silabas, os alunos pesquisaram em livros  duas ou mais  palavras que eles mesmos haviam formado e escrito no caderno na atividade anterior e em seguida confeccionamos cartazes com as palavras recortadas. 
No segundo e último dia, comecei a aula com a atividade de rotina e em seguida indaguei os alunos se eles se lembravam do que havia sido discutido durante a semana. Logo após, realizei a análise e síntese da palavra geradora: MALUCA. E por fim, confeccionamos pipas, juntamente com os alunos e os levamos para empiná-las na área livre da escola.
Comparando as intervenções que venho realizando, percebo o quanto os alunos têm avançado,  não apresentam mais tantas dificuldades em responder as atividades impressas, uma boa parte dos alunos  já conseguem ler e escrever de forma alfabética com erros ortográficos, porém, alguns ainda precisam de um acompanhamento mais de perto, pois ainda não conseguem juntar uma letra com outra para formar uma silaba ou juntar sílabas para formar palavras, isso ficou bem perceptível durante a atividade de colagem.  
A cada nova intervenção noto o quanto  ainda tenho que aprender, percebo que a sala de aula é muito mais do que planejar e executar, venho refletindo a respeito de muitas outras questões envolvidas dentro e fora da sala de aula e que devem ser pensadas por nós da iniciação à docência. Segundo Freire (1996), o momento fundamental na formação permanente dos professores é o da reflexão crítica sobre a prática. “É pensando criticamente a prática de hoje ou de ontem que se pode melhorar a próxima prática". Pensar é começar a mudar, todo ser, porque é imperfeito, é passível de mudança, e de aperfeiçoamento. E isso só é possível a partir de uma reflexão sobre si mesmo e sobre suas ações. Tenho comprovado isso na prática, todas as vezes que sento em frente ao computador para descrever cada nova intervenção realizada, reflito sobre minhas práticas e minhas ações, meus acertos e meus erros e o que não deve ser repetido.










11 comentários:

  1. Naiane, parabéns pelo seu relato, noto que sua formação docente é diferenciada pelas intervenções realizadas. Quanto a gestão de classe, como você avalia sua gestão de classe ?

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    1. Obrigada Dan! Percebo que preciso aprender muito no que diz respeito a gestão de classe, pois não é fácil gerir uma classe com 25 alunos, nós futuros docentes temos que estar cientes que é uma "maratona" que teremos de enfrentar todos os dias se escolhermos seguir por esse caminho da docência.

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  2. Naiane, em seu relato percebi o seu desempenho e sua dedicação, queria saber qual a sua maior dificuldade em sala de aula?

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    1. A minha maior dificuldade com relação a gestão da classe acredito que é ter "pulsos firmes" e conseguir dar conta do coletivo.

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  3. Parabéns Naiane! É muito bom ver você crescer a cada dia.

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  4. Olá Naiane!

    Parabéns por seu relato, ele está bem estruturado e expressa comprometimento com seu processo formativo!
    Ao longo do seu texto você revela que a cada intervenção percebe o quanto tem a aprender. Gostaria de saber a que aprendizagens você se refere? Que aspectos da gestão da classe ainda são desafiadores para você?

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    1. Obrigada pró! Digo isso porque pelo que tenho observado sei que a cada dia na docência nos deparamos com o novo em sala de aula, novos dilemas, novas dificuldades e acredito que ser professor é também ser pesquisador e por isso nunca paramos de aprender. A minha maior dificuldade com relação a gestão da classe acredito que é ter "pulsos firmes" e conseguir dar conta do coletivo.

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  5. Parabéns Naiane, sua narrativa esta muito boa!! De que forma essas intervenções e as dificuldades encontradas nelas esta refletindo na sua formação?

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    1. Obrigada Monik! Acredito que nessas intervenções tenho adquirido ricas experiências, pois a cada nova intervenção me deparo com novas dificuldades e novos dilemas que estou aprendendo a superar de acordo com as teorias estudadas, na prática e com as professoras, tanto as supervisoras como também com a coordenadora.

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  6. Parabéns Naiane, sua narrativa esta muito boa!! De que forma essas intervenções e as dificuldades encontradas nelas esta refletindo na sua formação?

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