segunda-feira, 21 de dezembro de 2015




 VII INTERVENÇÃO

Nesta intervenção trabalhamos o tema Meio ambiente e preservação, notamos que os alunos já conheciam um pouco a respeito do tema e acredito que isso ajudou a fluir as discussões a respeito deste assunto. Ao longo da minha caminhada enquanto bolsista do PIBID percebo o quanto os alunos avançaram, alunos que antes não reconheciam as letras do alfabeto hoje estão formando frases, isso é muito gratificante e  um incentivo também.  Vale ressaltar, que esse avanço se deu não apenas pelo nosso trabalho de intervenção, mas também pelo esforço, empenho e trabalho que a professora desenvolve com seus alunos. Apesar do crescimento deles ainda há uma minoria que teve algumas dificuldades, em especial um aluno que apenas decorou o alfabeto mostrou bastante dificuldades em juntar as letras. A cada nova intervenção noto que me sinto mais segura. As vivências no PIBID me ajudaram a superar muitos dilemas e dificuldades que eu tinha, assim também como algumas visões. Segundo Freire “como professor não me é possível ajudar o educando a superar sua ignorância se não supero permanentemente a minha". Nesse sentido, percebo a importância de o professor se tornar também um pesquisador, afim de estar sempre buscando conhecimentos e novos saberes que o ajudem a superar os seus dilemas. Neste mesmo contexto e ainda segundo Freire "...aprender não é um ato findo. Aprender é um exercício constante de renovação..." e é o que tenho notado no contato com o “chão da escola” e na iniciação a docência, pois a cada nova etapa, a cada nova intervenção tenho adquirido saberes e conhecimento que hoje percebo a importância que eles têm na vida de um futuro Pedagogo, saberes e conhecimentos que talvez teriam passados desapercebidos por mim se eu não tivesse a oportunidade de está no PIBID.

segunda-feira, 12 de outubro de 2015


Categorias de analises de Gauthier: observando e aprendendo

A observação realizada na sala da professora Josiene foi muito rica no meu processo formativo, descobri o quanto tenho ainda para aprender, principalmente no que diz respeito a gestão de classe, percebi como o “domínio” da turma viabiliza o ensino e consequentemente facilita o processo de aprendizagem, notei também a minha dificuldade em gerir uma classe, principalmente no que concerne a atenção ao coletivo. Esse período de observação me fez refletir, reforçando a importância de planejarmos os passos e as atitudes que serão tomadas em sala de aula e das regras que devem existir em sala de aula para o bom andamento da mesma.
Na observação notamos que a professora se empenha em planejar suas aulas, levando em conta, possíveis imprevistos como: tempo, participação e comportamento dos alunos. Quanto aos conteúdos, ela tem domínio sobre eles, proporcionando aprendizagem para os alunos, além de utilizar dos objetos do contexto social dos alunos para ensinar; a professora sempre tem a rotina de iniciar suas aulas com uma oração, em seguida faz a chamada, leitura do alfabeto, leitura do calendário e correção das atividades para casa; a professora está a todo o momento chamando a atenção dos alunos solicitando silêncio, ou  que os mesmos se sentem, percebe-se que na maioria das vezes que ela faz intervenções referentes a disciplina da turma de maneira geral não chama os alunos no particular, até mesmo por conta do número considerável de alunos; quanto a aplicação dos procedimentos, a professora observada, explica de forma clara e objetiva as atividades propostas, visando aprendizagem dos alunos;  Ela passa de cadeira em cadeira para corrigir cada atividade . Isso porque, o sucesso da supervisão depende dos seguintes elementos: a) todos os alunos são visíveis o tempo inteiro; b) os lugares de passagem permanecem livres; e, c) o material disponível em classe está sempre pronto e acessível; 2) os professores observam os comportamentos ou a conduta dos alunos; e, 3) os professores supervisionam o movimento, o ritmo e a duração das atividades de aula; Em relação ao comportamento dos alunos, a professora faz uso do diálogo, isso porque, para (REYNOLDS apud GAUTHIER et al., 1998)” Quando os comportamentos perturbadores se manifestam, os bons gestores de classe conversam em particular com os alunos que estão incomodando, a fim de evitar conflitos de poder, e se informam sobre o nível de consciência deles em relação aos erros cometidos, mostrando-se atentos às explicações fornecidas.” Nesse contexto, uma das alunas foi até a professora para reclamar que um outro colega estava chutando-a, a professora o advertiu em voz alta e disse que o mesmo ficaria sem recreio, ademais pediu que o aluno pedisse desculpas a colega; Se observarmos o processo da avaliação, a professora está ao todo tempo avaliando seus alunos, de forma oral, e escrita. Isso fica evidente quando a educadora após a leitura de um texto no livro didático aplica uma atividade de ciências, com o intuito de verificar a aprendizagem dos alunos. Ela acompanha de perto a realização dela, e corrige de forma individual de cadeira em cadeira. Além disso, as crianças participam da aula, constantemente, ao fazer indagações, nota-se que os alunos sentem prazer em participar da aula, visto que a todo momento a professora instiga a participação dos mesmos.
Depois de observar, chegou a hora de socializar o que foi observado, discutir sobre as categorias de análise de Gauthier, refletindo e relacionando teoria e prática, foi um momento muito rico, pois podemos socializar com os colegas o que vimos e o que aprendemos nas salas das professoras supervisoras. Durante todo o processo, percebemos de forma clara a importância de se estabelecer as regras com a turma, a necessidade e a relevância da gestão. Assim, mais uma vez saliento o quanto as vivências no PIBID e com as professoras supervisoras tem enriquecido o meu capital cultural, neste sentido, tenho aprendido tanto com as teorias estudadas como também com as experiências vivenciadas e que as docentes socializam com nós bolsistas.

terça-feira, 1 de setembro de 2015


REFLETIR PARA MUDAR

Depois da realização e análise do segundo diagnóstico partimos para a nossa V intervenção, diferente das outras vezes o nosso plano de aula foi feito em grupo, com o objetivo de se fazer uma “ponte” da primeira aula até a última.  Após o planejamento, nos dias 27 e 28 de agosto  fomos mais uma vez para a escola Vilma Brito Sarmento para a realização da nossa V intervenção.
No primeiro dia iniciamos com a atividade de rotina e em seguida questionamos os alunos, momento da CODIFICAÇÃO: Quais são seus brinquedos preferidos?   Vocês ganham muitos brinquedos de presente?   Com quem vocês brincam?  Do que vocês mais brincam? No segundo momento houve a DESCODIFICAÇÃO,  no qual usaríamos um trecho do vídeo do filme de Tory Story. No entanto, por conta de alguns imprevistos tivemos que agir rápido e pensar outra coisa, isso me fez pensar e refletir que apesar de termos planejado, precisamos ter em mente sempre um "plano B" e estarmos preparados para tais acontecimentos que podem ocorrer em sala de aula. A partir do ocorrido, decidimos utilizar o texto "O menino e a pipa" (tendo em vista que ele já vinha sendo trabalhado durante a semana) para prosseguir com o passo da descodificação. Depois  apresentamos a palavra geradora: MALUCA, primeiro como um todo e em seguida, as suas partes: MA-LU-CA, mostrando as famílias silábicas. Em seguida, foi solicitado que alguns alunos do nível silábico fossem até ao quadro para formar palavras com as sílabas da palavra geradora e aplicamos as atividades impressas. Logo depois, fizemos um bingo com a família silábica, onde eles deveriam pensar em palavras que pudessem ser formadas a partir dessas sílabas e escrevessem-nas numa ficha colada no caderno.   Em seguida, dividimos a sala em quatro equipes para a realização de uma atividade com a colagem das silabas, os alunos pesquisaram em livros  duas ou mais  palavras que eles mesmos haviam formado e escrito no caderno na atividade anterior e em seguida confeccionamos cartazes com as palavras recortadas. 
No segundo e último dia, comecei a aula com a atividade de rotina e em seguida indaguei os alunos se eles se lembravam do que havia sido discutido durante a semana. Logo após, realizei a análise e síntese da palavra geradora: MALUCA. E por fim, confeccionamos pipas, juntamente com os alunos e os levamos para empiná-las na área livre da escola.
Comparando as intervenções que venho realizando, percebo o quanto os alunos têm avançado,  não apresentam mais tantas dificuldades em responder as atividades impressas, uma boa parte dos alunos  já conseguem ler e escrever de forma alfabética com erros ortográficos, porém, alguns ainda precisam de um acompanhamento mais de perto, pois ainda não conseguem juntar uma letra com outra para formar uma silaba ou juntar sílabas para formar palavras, isso ficou bem perceptível durante a atividade de colagem.  
A cada nova intervenção noto o quanto  ainda tenho que aprender, percebo que a sala de aula é muito mais do que planejar e executar, venho refletindo a respeito de muitas outras questões envolvidas dentro e fora da sala de aula e que devem ser pensadas por nós da iniciação à docência. Segundo Freire (1996), o momento fundamental na formação permanente dos professores é o da reflexão crítica sobre a prática. “É pensando criticamente a prática de hoje ou de ontem que se pode melhorar a próxima prática". Pensar é começar a mudar, todo ser, porque é imperfeito, é passível de mudança, e de aperfeiçoamento. E isso só é possível a partir de uma reflexão sobre si mesmo e sobre suas ações. Tenho comprovado isso na prática, todas as vezes que sento em frente ao computador para descrever cada nova intervenção realizada, reflito sobre minhas práticas e minhas ações, meus acertos e meus erros e o que não deve ser repetido.










quarta-feira, 5 de agosto de 2015



  ANALISANDO OS RESULTADOS - ATIVIDADE DIAGNÓSTICA II

Com as experiências vividas no PIBID tenho percebido cada vez mais  como é “árduo” o trabalho de um professor, no entanto, também tenho “sentido na pele” como é gratificante e prazeroso ver  os resultados obtidos através do esforço enquanto professor e educador.   Posso afirmar isso a partir do diagnóstico realizado nos dias 22 e 23 de julho deste ano, na sala do 2° ano, esse diagnóstico foi aplicado no intuito de avaliar o desenvolvimento da escrita e da leitura de cada um dos 25 alunos. No primeiro dia tomamos a leitura dos alunos e no segundo dia avaliamos a escrita de cada um. Na própria aplicação já notamos a diferença e os avanços significativos de cada criança com relação as atividades, já não demonstravam mais tanta dificuldade, já conseguem juntar as letras e formar as sílabas, no entanto, alguns apresentam dificuldades em juntar as sílabas para formar  palavras e as palavras canônicas eles leem com mais facilidade, mostrando assim, o avanço no que diz respeito aos níveis de escrita e de leitura.  Fico muito feliz em ver e sentir que estamos conseguindo alfabetizar de forma significativa, a partir do Método Sociolinguístico.
A coleta de dados foi feita de forma tranquila, os alunos não apresentaram resistência, porém, em determinado momento tivemos que mudar as carteiras de lugar, pois percebemos que alguns estavam copiando as respostas da atividade dos colegas. No que diz respeito a análise, nos reunimos para analisarmos as atividades e então começamos a construir o gráfico, socializamos as nossas impressões com cada um do grupo. Para fundamentar nossa análise pesquisamos alguns teóricos que já conhecíamos: Mendonça & Mendonça, Naspoline, Vasconcelos e Angela Freire.
A pesquisa tem sido muito importante na minha formação pois além de vivenciar experiências riquíssimas, ela também me permite  conhecer a realidade, a qual futuramente estarei inserida. E é a partir de cada nova experiência e desafio  percebo que muito mais do que uma simples professora, preciso me formar também como pesquisadora, isso porque a cada novo dia em sala de aula surge um ou alguns novos dilemas que precisam ser enfrentados e superados. Os resultados obtidos nos motivam a continuar e nos mostram a importância de se pensar em atividades que façam os alunos avançarem cada vez mais. Por fim, acredito que tenho aprendido muito no PIBID e, é de fato no “chão da escola” que estou aprendendo a ser professora, adquirindo novos conhecimentos e novas experiências, os quais levarei para a vida toda.