REFLETIR PARA MUDAR
Depois da realização e análise
do segundo diagnóstico partimos para a nossa V intervenção, diferente das
outras vezes o nosso plano de aula foi feito em grupo, com o objetivo de se fazer uma “ponte” da
primeira aula até a última. Após o planejamento, nos dias 27 e 28 de agosto
fomos mais uma vez para a escola Vilma Brito Sarmento para a realização da
nossa V intervenção.
No primeiro dia iniciamos com a
atividade de rotina e em seguida questionamos os alunos, momento da
CODIFICAÇÃO: Quais são seus brinquedos preferidos? Vocês ganham
muitos brinquedos de presente? Com quem vocês brincam? Do que
vocês mais brincam? No segundo momento houve a DESCODIFICAÇÃO, no qual
usaríamos um trecho do vídeo do filme de Tory Story. No entanto, por conta de
alguns imprevistos tivemos que agir rápido e pensar outra coisa, isso me fez
pensar e refletir que apesar de termos planejado, precisamos ter em mente
sempre um "plano B" e estarmos preparados para tais acontecimentos
que podem ocorrer em sala de aula. A partir do ocorrido, decidimos utilizar o
texto "O menino e a pipa" (tendo em vista que ele já vinha sendo
trabalhado durante a semana) para prosseguir com o passo da descodificação. Depois apresentamos
a palavra geradora: MALUCA, primeiro como um todo e em seguida, as suas partes:
MA-LU-CA, mostrando as famílias silábicas. Em seguida, foi solicitado que
alguns alunos do nível silábico fossem até ao quadro para formar palavras com
as sílabas da palavra geradora e aplicamos as atividades impressas. Logo depois, fizemos um bingo
com a família silábica, onde eles deveriam pensar em palavras que pudessem ser
formadas a partir dessas sílabas e escrevessem-nas numa ficha colada no
caderno. Em seguida, dividimos a sala em quatro equipes para
a realização de uma atividade com a colagem das silabas, os alunos pesquisaram
em livros duas ou mais palavras que eles mesmos haviam formado e
escrito no caderno na atividade anterior e em seguida confeccionamos cartazes com as palavras recortadas.
No segundo e último dia, comecei
a aula com a atividade de rotina e em seguida indaguei os alunos se eles se
lembravam do que havia sido discutido durante a semana. Logo após, realizei a
análise e síntese da palavra geradora: MALUCA. E por fim, confeccionamos pipas,
juntamente com os alunos e os levamos para empiná-las na área livre da escola.
Comparando as intervenções que
venho realizando, percebo o quanto os alunos têm avançado, não apresentam
mais tantas dificuldades em responder as atividades impressas, uma boa parte
dos alunos já conseguem ler e escrever de forma alfabética com erros
ortográficos, porém, alguns ainda precisam de um acompanhamento mais de perto,
pois ainda não conseguem juntar uma letra com outra para formar uma silaba ou
juntar sílabas para formar palavras, isso ficou bem perceptível durante a
atividade de colagem.
A cada nova intervenção noto o
quanto ainda tenho que aprender, percebo que a sala de aula é muito mais
do que planejar e executar, venho refletindo a respeito de muitas outras
questões envolvidas dentro e fora da sala de aula e que devem ser pensadas por
nós da iniciação à docência. Segundo Freire (1996), o momento fundamental na
formação permanente dos professores é o da reflexão crítica sobre a prática. “É
pensando criticamente a prática de hoje ou de ontem que se pode melhorar a
próxima prática". Pensar é começar a mudar, todo ser, porque é imperfeito,
é passível de mudança, e de aperfeiçoamento. E isso só é possível a partir de
uma reflexão sobre si mesmo e sobre suas ações. Tenho comprovado isso na
prática, todas as vezes que sento em frente ao computador para descrever cada
nova intervenção realizada, reflito sobre minhas práticas e minhas ações, meus
acertos e meus erros e o que não deve ser repetido.







